Menu
Menu
Idioma

Entenda o que é uma pista park de skate, que estará em Tóquio-2020

A primeira edição olímpica do skate, em Tóquio-2020, já está decidido que haverá dois campeonatos: um de street e outro de park. Street é um formato mais conhecido do público. Mas você saberia definir o que é um park?

Um bowl (que tem formato de piscina) tem paredes de 3, 4 metros. Quando a pista é um bowl mas com paredes menores chamamos de banks. A pista da Lagoa, por exemplo, é um banks. Agora, quando temos uma pista que mistura bowl, banks e um pouco de street podemos chamar de park. No park, também é importante que os obstáculos conversem entre si. Ou seja, que o skatista acerte uma manobra e já encontre outra transição pela frente para emendar em outra — diz André Viana, presidente da Federação de Skate do Estado do Rio de Janeiro.
O park é uma das mais novas modalidades de skate. Ela une o já tradicional bowl, um dos primeiros tipos de pista de skate, a novos elementos e estilos de andar de skate. Numa pista de park, além das transições que lembram os bowls, o praticante encontra também elementos de street. Isso torna as linhas e rotinas do skatista mais fluídas — explica Rodrigo.
Para o campeão mundial Sandro Dias, o park é um encontro de tudo:
A pista de park junta todas as modalidades em uma só. Diria que é a pista mais democrática do skate. O skatista, para se dar bem, precisa ser um atleta versátil. No vertical, por exemplo, a pista é mais ou menos a mesma em todas as competições. O tamanho da pista de vertical pode ser um pouco maior ou menor, mas ela é do mesmo jeito. No park, cada pista é única, e o skatista precisa encontrar os pontos críticos para acertar as melhores manobras. No vertical, o ponto crítico é sempre o mesmo — conta Sandro Dias, também conhecido como Mineirinho.
MUNDIAL DE PARK PASSA POR SÃO PAULO
O skate brasileiro não pode se queixar da falta de grandes eventos neste início de ciclo olímpico. Em janeiro, houve o Oi Bowl Jam, em Madureira. Neste último final de semana, em São Paulo, foi a vez do Vans Park Series. Ambos os eventos foram vencidos por Pedro Barros. E, no dia 25 de abril, começará, na Barra da Tijuca, o Oi Skate Total Urbe, um campeonato de street com premiação de R$ 400 mil.
Este é o segundo ano do Park Series no Brasil. A primeira edição foi em Florianópolis, no ano passado. O evento, atualmente, é o principal circuito da modalidade no mundo e vai servir de base para Tóquio-2020 apesar do critério olímpico de classificação ainda não ter sido definido. Em janeiro, o norte-americano Tom Schaar venceu a etapa de abertura desta temporada, na Austrália. Depois do Brasil, o circuito segue para Suécia, Canadá e Califórnia. Essas etapas classificam para a grande final em setembro, em Chicago (EUA).
A importância de um evento como o Park Series é que ele está lançando um novo padrão de competição, com uma equipe de organização nova e com o diferencial de buscar um alto nível de competição, mas sem perder a essência do skate — comenta Pedro Barros, principal esperança de medalha para o skate brasileiro em Tóquio-2020.
Para Justin Regan, diretor de marketing da Vans no mundo, é essencial que o circuito tenha uma etapa no Brasil.
O Brasil tem uma cultura de skate bem estabelecida e produz, de forma consistente, grandes atletas profissionais. Qualquer circuito competitivo de skate que queira ser verdadeiramente mundial deve passar pelo Brasil e pelo resto da América do Sul — diz Regan.
CARÊNCIA DE PISTA PARK NO BRASIL
Na opinião de Rodrigo Lima, a vinda do circuito pela segunda vez para o Brasil é importante para difundir a modalidade neste ciclo olímpico.
O Brasil ainda é carente de pistas como essas da modalidade, porém com o park sendo olímpico em 2020 e com grandes chances de brasileiros subirem ao pódio, é bem possível que em breve as rampas com essas características comecem a aparecer em novos projetos pelo país — pensa Rodrigo.
OS TIPOS DE PISTAS DE SKATE
Street. É uma pista que simula obstáculos de rua como escadarias, rampas, corrimões.
Bowl. Entre as pistas de skate, é a mais tradicional e romântica. Ela surge na década de 70 quando uma grande seca na Califórnia fez os moradores esvaziarem suas piscinas. Com elas vazias, os skatistas encontraram um novo local para praticaro esporte. Hoje, para a pista ser considerada um bowl, é preciso que tenha paredes (transições) acima de três metros de altura.
Banks. É um bowl, aquela pista que tem formato de uma piscina, mas com proporções menores.
Vertical. É a pista em formato de U.
Park. É uma das mais novas modalidades. A pista reúne bowl (transições acima de três metros), banks e alguns elementos de street, sendo que os obstáculos conversam entre si, ou seja, o skatista consegue completar uma manobra e entrar em outra transição para emendar mais manobras.
Fonte: http://blogs.oglobo.globo.com/radicais/post/entenda-o-que-e-uma-pista-park-de-skate-modalidade-que-estara-em-toquio-2020.html?loginPiano=true